Revelando os segredos da gestão do desenvolvimento de software

Quando você começou a desenvolver software, tudo era uma maravilha. Enquanto era só você e mais um amigo, ou um pequeno grupo de amigos, você fazia exatamente o que você mais gostava: programar. Criando software que deixava as pessoas (seus clientes) felizes. E você também se sentia bem ao resolver os problemas delas... Mas ao chegar no mundo corporativo, sem perceber, você passa a resolver problemas que não são realmente importantes. Você está cada dia mais envolvido com atividades burocráticas que não geram valor algum para os clientes. Você e seus colegas de trabalho não tem mais aquela motivação, não sabem porquê estão ali e não sabem quais problemas estão resolvendo. Alguns sintomas são prazos perdidos, projetos cancelados, clientes insatisfeitos e uma alta rotatividade na empresa.

Muitos desses problemas acontecem porque as empresas não tem uma visão sistêmica do trabalho. E aí, não conseguem enxergar as causas reais dos problemas. E não enxergando as causas, elas até podem tentar resolver os problemas, mas eles vão reaparecer mais tarde. E muitas empresas nem chegam aí. Simplesmente não tentam melhorar, não tentam resolver os problemas. E isso é o pior que pode acontecer. A cada problema que aparece, elas criam novas regras que tornam tudo mais rígido, mais burocrático. E a capacidade da equipe se adaptar a novas situações e a mudanças no mercado fica cada vez menor. É aquela história: encontramos um erro em produção, então agora todos tem que preencher o formulário XYZ antes de implantar uma nova versão. Pronto criou-se a burocracia sem resolver o problema que gerou o erro em produção.

Há 10 anos, numa tentativa de entender como estávamos organizando nosso trabalho, eu venho estudando e analisando como as empresas fazem a gestão de pessoas e projetos de software e hoje eu tenho certeza que existe uma lacuna, um espaço, que precisa ser melhor explorado. As técnicas que eu venho aplicando nos últimos tempo são capazes dar uma visão global do campo de jogo (digo, do trabalho). Mas imagine um jogador de futebol que só enxerga em um direção do campo. É fácil perceber que ele não vai jogar bem, que o time não vai jogar bem. Mas é assim que as empresas funcionam hoje: cada departamento só enxerga seu pedaço do campo e ainda querem jogar bem... Mas, além de dar uma visão global do campo de jogo, essas técnicas permitem dar um próximo passo. Permitem melhorar continuamente como as equipes trabalham.

Essas técnicas e ferramentas vem dos métodos ágeis (XP, Scum, Lean e Kanban) e com elas enxergamos o mundo com novas lentes. Conseguimos ter uma visão sistêmica do desenvolvimento de software e com isso podemos ver melhor as oportunidades de melhoria. Eu acredito que não existe uma fórmula única (uma bala de prata) que vai resolver os problemas de todas as equipes e empresas, inclusive na gestão de equipes. Acredito que cada empresa é um ambiente único e que precisa de soluções customizadas para o seu caso. Técnicas e ferramentas podem ser adaptadas de uma equipe para outra, mas só a experimentação da própria equipe é capaz de dizer se aquela técnica vai resolver um problema ou não.

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